Agrofloresta: um futuro provável ou uma realidade possível?

Se você chegou até aqui, você já deve saber que o agronegócio é um dos setores chave da economia do nosso país. O problema, é que ao mesmo tempo que ele coloca o Brasil entre os maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo, ele também nos coloca entre os países que mais degradam o meio ambiente. E isso, tem uma explicação: nossa agricultura é baseada em um modo de produção de degradação e não de regeneração. Mas calma aí, você já vai entender onde eu quero chegar!

O objetivo deste texto é falar sobre uma nova perspectiva, uma perspectiva que conecta a agricultura e a regeneração do meio ambiente de forma harmônica, possível e economicamente positiva. E se ao ler essa frase você pensou que não é possível, pensou errado!

Esse é o resumo do conceito de AGROFLORESTA, que bem na verdade já deixou de ser um conceito e se tornou uma realidade no Brasil e no mundo.

Antes de tudo, a agrofloresta consiste em um sistema de produção que se auto sustenta, ou seja, além de ser produtivo, cria biodiversidade, regenera o solo e abastece a sociedade com alimentos de qualidade. Em outras palavras, ele é um ecossistema completo.

Ok, mas como é que isso funciona?

Em uma agrofloresta as plantas que serão cultivadas para produção de alimentos, crescerão junto à espécies florestais perenes. Essas espécies são adaptadas ao bioma da região e também propícias para ter uma relação de troca saudável com aquelas que serão cultivadas para consumo – seja em pequena ou grande escala, pensando no abastecimento de produtos agrícolas em geral.

Existem muitos benefícios ao cultivar espécies e construir um contexto produtivo como este, em primeiro lugar, porque você garante a umidade, os nutrientes e outras características necessárias para a regeneração do solo. Atenção, esse ponto é muito importante!


Esse modelo está sendo implementado em muitos espaços como forma de recuperar o solo, o que promove benefícios econômicos, evitando a perda de terras, altos valores de investimento em recuperação de solo de forma artificial e até mesmo o uso excessivo de pesticidas; sociais, uma vez que gera economia, aumenta a resiliência do agricultor e garante uma alimentação mais saudável para todos; e, claro, ambientais, pois não apenas são capazes de recuperar áreas degradadas, como evitar a degeneração de novas.

Existem muitos outros benefícios, mas eu poderia dizer que esta é uma das principais vantagens que uma agrofloresta possui em relação à agricultura convencional, uma vez que esta última, além de ser responsável pelo consumo de 72% de toda a água no nosso país e de 20% dos pesticidas do mundo, faz com que o solo tenha um curto tempo de vida. Em resumo, a agricultura extensiva, promove desgastes e erosões contínuas, tornando o solo infértil e até mesmo contaminado pelo acúmulo de toxinas.


A agrofloresta irá atuar exatamente no sentido oposto, permitindo o aumento da infiltração de água no solo, criando uma camada de proteção vegetal, evitando erosões e outras degradações. Ela também atrai biodiversidade para a região, e ao trazer biodiversidade, promove um controle natural de pragas e doenças, o que nos leva ao menor uso de agrotóxicos gerando um impacto positivo tanto na nossa saúde, como nos valores gastos com esse tipo de produto. Lembre-se, como nós sempre falamos por aqui, a natureza se auto regula, são as interferências sucessivas do homem no meio ambiente que promovem desequilíbrios.

Bom, podemos dizer que esse é, talvez, o maior desafio do nosso século, dada a proporção que o agronegócio ocupa na economia e também no impacto ambiental. Você sabia que a degradação de solos produtivos já é uma das maiores causas de migrações internas em países variados, inclusive no Brasil? Isto é, quando um território perde sua capacidade de produzir alimento e isso afeta diretamente a economia e a população. Sem esquecer que a perda de solos agricultáveis leva a uma escalada por novos espaços, que culminam na derrubada de florestas e destruição de biomas riquíssimos como a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal e a Mata Atlântica.

A agrofloresta também se baseia em uma nova forma de produção, que não é baseada na monocultura e sim em uma gama maior, fazendo com que o agricultor não dependa de um só mercado e sim, conte com uma variedade de produção em diferentes épocas do ano. Podemos dizer então que essa alternativa não se trata só de uma resiliência ecológica e ambiental, mas também de uma resiliência econômica e social.

Muito bom, né?! Na Moetá, somos apaixonados pelas agroflorestas!

Acreditamos que elas realmente são um futuro possível.

E, falando nisso, vem aí uma parceria incrível! Estamos começando a construir uma nova história e com ela, daremos início a um projeto muito legal para mudar também o seu olhar sobre a forma de fazer agricultura. Fique de olho!

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